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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nossa Senhora do Sagrado Coração


Nossa Senhora do Imaculado Coração Festa 22 de agosto

O culto ao Puríssimo Coração de Maria remonta a São João Evangelista, que já o mencionava. Arnoldo de Chartres dizia que "Jesus não recebia nenhum golpe em seu corpo sem que produzisse triste eco no Coração de Maria".
Vários escritores sacros se referem ao Coração de Maria: Santo Éfrem, São Jerônimo, Santo Agostinho, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, São Boaventura, São Francisco de Sales e tantos outros. Na Companhia de Jesus se encontram diversos sacerdotes abalizados que foram apóstolos desta devoção, seguindo o exemplo de Santo Inácio de Loiola. O Beato José de Anchieta, "Apóstolo do Brasil", com seu poema "De Beata Virgine", foi o autor do primeiro cântico ao Coração de Maria, nas Américas.
Após o século XVII este culto torna-se público. Cabe a São João Eudes a glória de ser o principal arauto, apóstolo e teólogo, legando-nos sua obra clássica:
"O Coração Admirável da Santíssima Mãe de Deus", onde estuda os fundamentos desta invocação. Surgiram em seguida várias ordens religiosas, masculinas e femininas, sob a proteção Cordimariana, entre elas a dos Filhos do Imaculado Coração de Maria, fundados por Santo Antonio Maria Claret, em 1849.
Em conseqüência do grande incremento do culto ao Puríssimo Coração de Maria, no século XIX, Pio VII e, depois, Pio IX, concederam uma festa e Ele dedicada, em diversas igrejas particulares. Em 1887 a Companhia de Jesus também se consagrou ao Imaculado Coração da Mãe de Deus.
Modernamente a própria Virgem Santíssima se dignou fazer revelações importantes neste sentido, quando apareceu aos pastorinhos de Fátima, em 1917. Maria Santíssima confessou-lhes que Deus queria estabelecer no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração e pediu a consagração da Rússia ao mesmo. Para corresponder ao desejo de Nossa Senhora, expresso em Fátima, Pio XII, em plena guerra, a 31 de outubro de 1942, consagrou o gênero humano ao Puríssimo Coração de Maria e decretou, em 1944, que todos os anos se celebrasse uma festa especial em honra do Imaculado Coração da Mãe de Deus no dia 22 de agosto, oitava da Assunção. O Concílio Vaticano II, porém, na reforma litúrgica reservou para esta festividade o sábado após a celebração do Sagrado Coração de Jesus.
Um dos principais centros de divulgação do culto ao Imaculado Coração é a antiga casa das Dorotéias, em Pontevedra, Espanha, onde Lúcia, a vidente de Fátima, fez o seu postulado, e onde a Virgem Santíssima lhe pediu a Comunhão Reparadora nos primeiros sábados, durante 5 meses, seguida da reza do terço e de 15 minutos de meditação.
No Brasil, o culto ao Imaculado Coração de Maria, divulgado inicialmente pelos jesuítas e depois por outros religiosos, está difundido em todos os Estados. Existem 36 paróquias a ele dedicado.
Na capital paulista a devoção Cordimariana está ligada à primitiva igreja do Colégio, que assistiu ao nascimento de São Paulo. Em 1896, o então bispo D. Joaquim Arcoverde, em comum acordo com o governo estadual, permitiu a demolição do velho templo. No ano seguinte resolveu fundar a igreja do Imaculado Coração de Maria , lançando a pedra fundamental durante as comemorações do Centenário Anchietano, a 13 de março de 1897. A igreja, à rua Guaribe, entregue aos cuidados dos Padres Claretianos, foi construída na forma tradicional dos templos católicos, em formato de cruz, cujo corpo central é ocupado pela nave maior e os braços, por capelas. Ela foi aberta ao público em 1899. Do antigo Colégio herdou o altar-mor de talha, que se encontra na capela do Santíssimo Sacramento. A imagem de Nossa Senhora do Imaculado Coração é muito semelhante à de Nossa Senhora do Divino Amor.
NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO
Quando em 1854, o Pe. Chevalier estava pensando em fundar uma sociedade de homens cuja missão seria de remediar os males do seu tempo, levando as pessoas à descoberta do Coração de Cristo como a fonte salvadora de vida, ele pediu a ajuda de Nossa Senhora. Várias vezes, ele sentiu sua ajuda poderosa e pensou que, como sinal de gratidão, sua Congregação deveria honrá-la de um modo especial. Começou portanto a invocá-la com o título de "Nossa Senhora do Sagrado Coração", e rapidamente, a devoção a Nossa Senhora com este título se espalhou em todos os continentes. Uma Confraria com este nome foi fundada e alcançou em 1891 o número de 18 milhões de membros. A Congregação de religiosas fundada por Pe. Chevalier é chamada "Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração". A festa de NSSC é celebrada hoje em dia no último sábado de maio.
O objetivo da devoção, segundo o Pe. Chevalier, é de honrar Maria "na sua relação de amor inefável que existe entre ela e o Coração do seu Filho". Este é um mistério muito rico, com muitos aspectos, pois Maria era a Mãe de Jesus, mas também sua colaboradora na obra da Redenção. No Calvário, Jesus a deu como mãe ao discípulo amado, ou seja: a todos nós, e Maria viu como o coração do seu Filho foi traspassado e como sangue e água brotaram dele. No evangelho de João 7,37, Jesus refere-se ao seu Coração como fonte de água viva, ou seja, do Espírito. Esta fonte foi aberta no Calvário. Quando Maria rezava junto com os discípulos no Cenáculo, o Espírito foi derramado sobre eles e começaram a pregar: a Igreja nasceu. Como Mãe da Igreja, Nossa Senhora continua a obter a vida para todos nós.

Oração a Nossa Senhora do Sagrado Coração

Lembrai-vos, ó Nossa Senhora do Sagrado Coração,
que sois a Mãe de Jesus, a bendita entre as mulheres.
Temos confiança em vós porque estais unida a Cristo, vosso Filho e nosso Senhor.
Sabemos de nossa fraqueza e de nossa miséria,
e por isso vimos implorar a vossa proteção.
Ajudai-nos, ó Mãe querida. Dai-nos força e coragem.
Conservai-nos na esperança, até o dia de nosso encontro definitivo com Deus, nosso Pai.
Ó Mãe carinhos, libertai-nos do egoísmo,
alcançai para o mundo a paz e o amor.
Concedei-nos em especial os favores que vos suplicamos...
Apresentai estes nossos pedidos e ações de graças ao vosso Filho
e fazei, ó Maria, que venha a nós o seu Reino,
vós que sois a Senhora do sagrado Coração.
Amém.

Nossa Senhora do Silêncio



Nossa Senhora do Silêncio Festa 21 de agosto

Apesar de Maria não ter dito uma palavra nesta aparição, não é por isso que ela não fala ao coração de cada um de nós.
A aldeia de Knock está situada a oeste de Dublin. Em 1829, foi aí construída uma pequena e pobre igreja paroquial onde não cabiam mais de 30 pessoas. Foi dedicada a S. João Baptista.
Bartholomew Cavanah, foi nomeado prior da igreja em 1867. Era um santo homem, profundamente devoto de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Era de bom grado que sacrificava os seus bens materiais para ir em auxílio dos pobres e famintos. Alguns meses antes da aparição em Knock, o Padre Cavanah começou a dizer 100 missas pelas pobres almas do Purgatório que Nossa Senhora mais desejasse ver libertas. Surpreendentemente, foi no dia da centésima missa que Nossa Senhora visitou Knock, ao final da tarde de 21 de Agosto de 1879. Foi um dom maravilhoso que exprimiu a gratidão de Nossa Senhora e das almas que foram para o Céu.
Nesse dia, o céu estava coberto de pesadas nuvens. O Padre Cavanah tinha ido visitar paroquianos em regiões vizinhas. Nessa tarde, uma chuva cerrada encharcou-lhe a roupa e a aldeia ficou toda molhada pela noite fora. Sua empregada Mary, acendeu a lareira para lhe secar as roupas e depois foi-se embora visitar uma amiga. Ao passar junto à igreja deu conta de estranhas figuras e de um altar junto à empena da igreja voltada a sudoeste. Parecia haver uma luz estranha em volta daquelas figuras, mas pensou que era um efeito da luz brilhando através da bruma. Depressa achou que talvez o prior tivesse encomendado algumas imagens novas. Quando terminou a visita, a amiga acompanhou Mary de volta, em direção à igreja. Diziam que as figuras eram imagens iluminadas pela luz. Mas, quando se aproximaram, Mary exclamou: "Mas não são imagens, estão a mexer-se. É a Santíssima Virgem!"
Por baixo da parede da igreja voltada a sudoeste, três imagens estavam de pé. Todos vestiam de branco e brilhavam como prata. Uma luz dourada, brilhante, envolvia-as, bem como um altar que estava colocado um pouco por trás delas, virado a oeste. Sobre o altar estava um cordeiro e por cima do cordeiro erguia-se uma grande cruz branca. Seis anjos com asas que se moviam, rodeavam o altar e a cruz.
Mary correu para os vizinhos mais próximos e disse-lhes para virem ver "a visão maravilhosa!" Todos os que testemunharam o acontecimento, afirmaram que se tratava da Virgem Maria com S. José à sua direita e S. João Evangelista, à esquerda.
Maria tinha um manto de um branco puro e uma coroa dourada na cabeça. Ao meio da coroa, acima da testa, brilhava uma rosa de ouro plenamente aberta. Tinha as mãos erguidas, como se rezasse. S. José tinha uma barba grisalha e a cabeça inclinada para a frente. S. João, segurava o livro dos Evangelhos. Estava vestido com traje de bispo e parecia estar a pregar. No entanto, nenhum deles disse uma palavra durante as duas horas que durou a aparição.
Os quinze videntes permaneceram fixados à visita luminosa durante duas boas horas. Rezaram o terço em conjunto. Mais tarde a aparição desvaneceu-se.
Durante as semanas e meses que se seguiram à aparição, toda a aldeia continuava a perguntar: "Porque é que Nossa Senhora lhes tinha aparecido?" Multidões de pessoas começaram a afluir a Knock. Deram-se numerosas curas e várias delas foram relacionadas com a aplicação de terra retirada da parede da empena. Tanta terra tiraram que a parede estava em perigo de cair. Nos primeiros três anos que se seguiram à aparição de "Nossa Senhora do Silêncio", o Padre Cavanah registou aproximadamente 300 curas milagrosas associadas com o santuário de Knock!
Em 1880, a primeira comissão eclesiástica aprovou o testemunho de todas os 15 videntes como "digno de confiança e satisfatório". Em 1936, provas confirmadas e centenas de curas milagrosas foram enviadas para Roma. A aparição de Knock teve a sua aprovação total e o reconhecimento da Igreja Católica.
Cem anos depois da aparição, em 1979, o papa João Paulo II abençoou o local com a sua presença na celebração do centenário. Meio milhão de peregrinos se juntaram no santuário onde o papa declarou a passagem da Igreja de Nossa Senhora, Rainha da Irlanda, a Basílica.

Oração a Nossa Senhora do Silêncio

Mãe do silêncio e da humildade, tu vives perdida e encontrada no mar
sem fundo do mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestida de fortaleza.
Resplandecem em ti a maturidade humana e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser nossa senhora.
Teu silêncio não é ausência, mas presença.
Estás abismada no Senhor e ao mesmo tempo atenta aos irmãos.
A comunicação nunca é tão profunda como quando não se diz nada e o
silêncio nunca é tão eloqüente como quando nada se comunica.
Faz-nos compreender que o silêncio não é desinteresse pelos irmãos,
mas fonte de energia e de irradiação.
Não é encolhimento, mas projeção.
Faz-nos compreender que, para derramar, é preciso preencher-se.
Afoga-se o mundo no mar da dispersão e não é possível amar os irmãos com um coração disperso.
Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos a fortaleza de
tua fé e a profundidade do teu amor. Amém.

Nossa Senhora de Schoenstatt




Nossa Senhora Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt Festa 18 de outubro

A Imagem de Nossa Senhora foi oferecida aos congregados na primavera do ano de 1915. Eles a aceitaram, não por ser uma obra de arte, mas sim por ser um presente de um professor, e viram nisto um sinal de DEUS.
O sacerdote diocesano de Coblença que lecionava francês no seminário, ouviu que Pe. Kentenich estavam procurando uma imagem da Mãe de Deus para a Capelinha. Informou ao Pe. que numa loja de antiguidades em Freiburg havia uma bela imagem e o preço era acessível. Por desejo do Pe. mandou buscá-la e deu-a de presente à Congregação Mariana.
No início, alguns não gostaram da imagem, pois queriam outra mais sóbria. Mas, não tendo possibilidade de adquiri-la e não querendo melindrar a generosidade do professor, aceitaram-na. Em 19 de abril de 1915, colocaram-na sobre o altar em sua Capelinha.
Esta imagem é de um pintor italiano (Crosio - 1800) e seu título era "Refugium Peccatorum".
O nome "Mater ter Admirabilis" começou a ser usado em Schoenstatt a partir do ano de 1915.
O novo título: "Mater ter Admirabilis", Mãe Três Vezes Admirável, surgiu da seguinte maneira: Em maio de 1915, o Pe. Kentenich encontrou um livro que narrava a história da Congregação Mariana de Ingolstadt, fundada em fins do século XVI. Neste livro, descobriu quão grandes coisas a Mãe de Deus realizou outrora por meio desta pequena elite de jovens. O Pe. Kentenich e os congregados, em Schoenstatt, descobriram que a Mãe de Deus educou estes jovens, transformou-os em grandes personalidades, que atuaram na vida eclesiástica e na política. O título da imagem de Nossa Senhora na capela da Congregação Mariana em Ingolstadt era: "Mater ter Admirabilis" - Mãe Três Vezes Admirável.
Os congregados de Schoenstatt começaram a trabalhar com o 'Paralelo Ingolstadt ¬Schoenstatt'. Schoenstatt deve ser para o tempo de hoje o que foi Ingolstadt para a sua época.
Por isso, os congregados não duvidaram em dar o mesmo nome da imagem de Ingolstadt - Mater Ter Admirabilis - à imagem do Santuário da Congregação. A origem deste nome remonta ao ano de 1604. No dia 5 de abril deste ano, o Pe. Rehm, durante uma hora de oração, na qual os congregados rezavam a Ladainha Lauretana, perguntou-se com qual destes títulos Nossa Senhora mais gostava de ser invocada. Neste momento ele recebeu uma luz sobrenatural e reconheceu que o título "Mater Admirabilis" era o maior louvor que se podia dar a Maria. No dia seguinte, o Pe. e viu Nossa Senhora, ao ser invocada como "Mater Admirabilis". O Pe. pediu então que se cantasse três vezes esta invocação. A partir deste dia os Jesuítas, ao rezarem a ladainha, começam a repetir três vezes este nome ou a dizer mais simplesmente "Mater Ter Admirabilis". Este título ficou então ligado à imagem de Maria do Colloquium Marianum de Ingolstadt e, mais tarde, também à nossa imagem de Maria de Schoenstatt.
A partir de 1915, em Schoenstatt, se venera e invoca a Mãe de Deus sob o título: Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.
Em 1939, com a coroação da Mãe de Deus no Santuário Original, recebeu o nome de Rainha e, em 1974, Vencedora quando foi coroada na Igreja da Adoração.
Deste modo a invocamos: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt!

Explicação da imagem: Esta imagem é expressão da nossa piedade mariana e da nossa entrega total a Deus.
A íntima união entre Mãe e Filho está expressa em diversos detalhes: a Mãe segura o.Filho com as duas mãos: à esquerda aperta-o bem a si; à direita segura o braço de Jesus expressando, através da pequena elevação, a sua atitude de entrega que oferece o Menino ao Pai.
O véu que, geralmente envolve um segredo, cobre a Mãe e o Menino, dizendo-nos que Jesus é o segredo do coração de Maria. A união de corações é realçada através do tom mais escuro. Este indica o coração da Mãe sobre o qual repousa o Menino. A mão da Mãe por sua vez, repousa junto do coração do Filho. Embora esta união entre Mãe e Filho seja tão íntima, nota-se simultaneamente uma atitude de desprendimento:
A Mãe tem o Menino no colo, mas apesar de tudo, sente-se que é uma outra força que tem o poder sobre ele, a força do sobrenatural, do Pai ¬representada pelas nuvens.
O olhar de ambos está dirigido para nós. A Mãe procura com os seus olhos quem queira receber o seu Filho para que este o guie ao Pai.

Oração a Nossa Sra. Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt

Querida Mãe, Rainha e Vencedora Admirável de Schoenstatt!
Com iluminada Confiança, me aproximo de tí, para receber
teu auxílio em minha grande aflição; pois teu Divino Filho,
na cruz, me deu a ti como minha mãe, dirigindo também a
mim as palavras: "Eis aí tua Mãe !" E a ti disse ele: "Eis aí
teu Filho !". Que consolo para mim, receber-te por Mãe !
Por isso dirijo-me a ti em meu grande sofrimento. Bem
conheces minha pesada cruz. Peço-te confiante, que me
ajudes, ó grande Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de
Schoenstatt, pois nunca se ouviu dizer que tenha abando-
nado algum filho teu que buscou refúgio em ti. Tu mesma
sentiste o peso e a aflição da vida! Estiveste ao pé da cruz,
como a Mãe das Dores. E será que agora não irás atender
ao meu pedido, quando te confio, suplicante, o meu sofri-
mento ? Não, jamais ! Tu és a saúde dos enfermos, a
consolação dos aflitos, o auxílio dos cristãos. Inspira-me,
porém, confiança especial o fato de seres chamada
"Mãe Rainha Três Vezes Admirável".
Este honroso título expressa que sempre e em toda parte
és admirável. Intercede, pois, junto ao teu querido Filho,
para que me atenda. E, eternamente, quero cantar o teu
Magnificat, bendizendo as misericórdias do Senhor.
Amém.

Nossa Senhora da Saúde



Nossa Senhora da Saúde Festa 20 de abril

A devoção a Nossa Senhora da Saúde teve início em Portugal, na época da “grande peste”, em meados do século XVI. No verão de 1569 o contágio chegou ao máximo e todos os esforços foram feitos pelo rei D. Sebastião, que chegou a pedir médicos à Espanha, a fim de debater o mal. O povo então, ao ver que os recursos humanos falhavam, recorreu à Mãe de Deus, organizando procissões de penitência em honra de Nossa Senhora da Saúde. Em 1570, tendo diminuído o número de mortes, foi escolhido o dia 20 de abril para agradecer a nossa a Senhora pelos benefícios.
Um certo dia uma pequena pastora Saudel, andava com as suas ovelhas quando lhe aparecera uma linda senhora e que lhe pedira para que seu pai lhe construí-se uma capela. A menina ao chegar a casa, contou o que acontecera, e embora o seu pai estivesse incrédulo com o acontecimento, lhe disse que eles eram muito pobres, e nem sequer tinham dinheiro para comprar pão, como haveria ele de fazer uma capela...
Ao outro dia, a menina fora ao mesmo lugar e contou o que o pai lhe dissera, à senhora que lhe voltou a aparecer, então, Nossa Senhora revelou-lhe que conforme fossem aparecendo os gastos, assim o dinheiro apareceria debaixo da almofada da cama. Sendo assim, o pai da menina, pedreiro por profissão, começou por construir uma pequena capela, e Nossa Senhora voltou a aparecer, pedindo para que a capela fosse maior e que lhes dessem o nome de Senhora da Saúde. E assim foi construída no ano de 1745.
O nome Senhora da Saúde, é dado a um recinto onde se encontra a capela construída em louvor de Nossa Senhora da Saúde, trata-se de um lugar ermo, bonito e que nos proporciona uma enorme paz, tranquilidade, sossego e uma maravilhosa paisagem. Além de ser um belo e calmo lugar, toda esta fé se envolve nas Histórias e milagres, tais como:
Fonte das Bicas
Nesta fonte existem duas bicas de água, cuja nascente se encontra por baixo da Capela de N. Sra. da Saúde, esta é uma água muito saborosa e cristalina.
Perto destas bicas, encontram-se duas portas de ferro, que antigamente se utilizavam como banheiros, eram pequenas poças de água, proveniente das bicas, e que segundo reza a história, todas as sextas feiras à meia noite, vinha uma pombinha de dentro da capela, benzer essa água, daí se dizer que a água que ainda hoje brota nessas bicas, é miraculosa.
Nesses banheiros eram mergulhadas crianças doentes para que curassem, ou então, apenas se colocava uma camisa da criança enferma, e consoante a camisa fosse ao fundo, ou ficasse no cimo da água, se “ditava a sentença de morte ou vida” da mesma, respectivamente.

História da Carvalha
Em 1994, secou uma árvore com muitas centenas de anos, conta-se que era um castanheiro e que pertencia a mais do que um herdeiro, tendo um deles ido roubar castanhas ao outro. Daqui gerou-se uma luta entre eles, e quando voltaram ao mesmo local, no dia seguinte, comprovaram que Nossa Senhora da Saúde, os castigara de tão soberba luta, transformando o castanheiro em carvalha.
A veracidade desta lenda encontrou-se à vista de todos, até esta data, pois o seu tronco, que se encontra do lado direito da descida para o coberto das velas, ainda existente, é de castanheiro, mas as folhas que este dera até 1994, eram de carvalha.
História do Cruzeiro
No recinto de N. Sra. da Saúde, fora mandado construir em 1840, um cruzeiro, que em nada seria diferente dos outros cruzeiros, se não fosse a invulgar presença de uma cobra enroscada ao longo do pé do cruzeiro. Esta estranha situação deve-se ao fato de que num dia de verão um senhor, vindo cansado do seu trabalho, ao passar nesse local, pisara uma serpente, e no momento do ataque, invocou Nossa Senhora da Saúde para o ajudar, nesse preciso momento a cobra desapareceu misteriosamente, devido ao milagre que acontecera, esse senhor como forma de gratidão mandou construir esse cruzeiro.

Oração a Nossa Senhora da Saúde

Virgem Puríssima, que sois a Saúde dos Enfermos, o Refúgio dos Pecadores, a Consoladora dos Aflitos e a Despenseira de todas as graças, na minha fraqueza e no meu desânimo apelo hoje, para os tesouros da vossa divina misericórdia e bondade e atrevo-me a chamar-vos pelo doce nome de Mãe. Sim, ó Mãe, atendei-me em minha enfermidade, dai-me a saúde do corpo para que possa cumprir os meus deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirva a vosso Filho Jesus e agradeça a vós, Saúde dos Enfermos. Nossa Senhora da Saúde, rogai por nós. Amém.
Nossa Senhora da Saúde! Rogai por Nós!

Nossa Senhora de Salette



Nossa Senhora de Salette Festa 19 de setembro

Nossa Senhora de La Salette(em françês Notre-Dame de la Salette) foi o termo pelo qual é chamado a Virgem Maria que fez aparições na montanha de Salete, Isére, nos Alpes franceses. Nossa Senhora segundo a historia apareceu em 19 de setembro de 1846, para duas crianças, Maximino Giraud de 11 anos e Melânia Calvat de 15 anos . O culto de La Salette floresceu no século XX, e, juntamente com Nossa Senhora de Lourdes (1858) e Nossa Senhora de Fátima (1917) La Salette continua a ser uma das mais famosas aparições marianas da idade moderna.
Os dois pastorinhos - Maximino Giraud e Melânia Calvat haviam recebido uma educação limitada. A aparição consistia em três fases diferentes.As crianças viram numa luz resplandecente, uma bela dama em um estranho costume ,falando alternadamente francês e patois. Ela estava sentada sobre uma pedra e, as crianças relataram que a "Belle Dame" estava triste e chorando,com seu rosto descansando em suas mãos. A Bela Senhora põe-se de pé.E disse: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, aqui estou para vos contar uma grande novidade!" "Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não o posso mais"
"Há quanto tempo sofro por vós"
"Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não mo querem conceder! É isso que torna tão pesado o braço de Meu Filho"
"E também os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho. São essas as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho"
"Se a colheita for perdida a culpa é vossa (...) Orai bem, obrai o bem."
"Se a colheita se estraga, e só por vossa causa, Eu vo-lo mostrei no ano passado com as batatinhas: e vós nem fizestes caso! Ao contrário, quando encontráveis batatinhas estragadas, juráveis usando o nome de meu Filho. Elas continuarão assim, e neste ano, para o Natal, não haverá mais"
Então, as crianças descem até a Bela Senhora. Ela não parava de chorar. Segundo os relatos das crianças a Senhora era alta e toda de luz. Vestia-se como as mulheres da região: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado as costas, touca de componesa. Rosas coroam sua cabeça, ladeiam o lenço e ornam seu calçado. Em sua fronte a luz brilhava como um diadema. Sobre os ombros carregava uma pesada corrente. Uma corrente mais leve prendia sobre o peito um crucifixo resplandecente, com um martelo de um lado, e de outro uma torques.Assim a Bela Senhora falou em segredo a Maximino e depois a Melânia. E novamente, os dois em conjunto ouvem as seguintes palavras: "Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatinhas serão semeadas nos roçados" E a Bela Senhora conclui, não mais em patois, e sim em francês: "Pois bem, meus filhos, transmitireis isso a todo o meu povo." Referindo-se a tudo o que conversaram.Terminou assim a aparição.Segundos as crianças ela andava, mas as plantas de seus pés não esmagavam a relva, quase não dobravam os talos. Melanie correu e a contemplou de novo lá no alto. E depois segundo ela, viu o rosto e a figura da Senhora desaparecendo à medida que a luminosidade aumentava.
Uma investigação aprofundada da aparição foi feita e concluída em Novembro de 1847. O relatório foi aprovado pela comissão, enviado ao Papa Pio IX, em Agosto de 1848. As conclusões do relatório foram aceites pela Santa Sé. No entanto,houve resistência dentro da hierarquia da Igreja Católica na França, e as duvidas não desapareceram totalmente.Já que o Cardeal de Bonald, não acreditou que a aparição era verdadeira,. Em 2 de julho e 1851 as crianças anotaram por escrito sobre a aparição e dos segredos da Virgem Maria que lhes foram comunicados . O texto dos dois segredos foram ambos entregues ao Papa Pio IX em 18 de julho de 1851. Em 19 de julho de 1851, o quinto aniversário da aparição, a aparição foi aprovado oficialmente em uma carta pastoral do bispo diocesano sob o título de Nossa Senhora de La Salette.
O tema central das mensagens da Virgem para a humanidade foi que eles tinham que desdenhar o pecado mortal e fazer penitência, ou sofreriam terríveis sofrimentos. A Virgem Maria predisse eventos futuros da sociedade e da Igreja. O cumprimento destas previsões foi também visto como uma das indicações da veracidade da aparição nas investigações que se seguiram à aparição. No que diz respeito à sociedade, a Virgem Maria previu que a colheita seria completamente fracassada. Em Dezembro de 1846, a maior parte das camadas populares foram atingidos por doenças, e em 1847 uma fome Europa, que resultou na perda de cerca de um milhão de vidas, incluindo cem mil só na França. A Cólera se tornou prevalente em várias partes da França e custou a vida de muitas crianças. O desaparecimento da Segunda República Francesa, com a Guerra franco-prussiana (1870-1871) e a revolta da Comuna de Paris de 1871 foram igualmente previsto. No que diz respeito à Igreja, ela previu que a fé católica na França e no mundo, como na hierarquia católica de padres e bispos iria diminuir bastante, por causa dos muitos pecados de leigos e do clero. Guerras iriam ocorrer se os homens não se arrependessem, e a total destruição das cidades de Paris e Marselha. A Humanidade foi alertada para a vinda do anticristo e do fim dos tempos.Para Maximino, ela previra a conversão da Inglaterra na fase final do apocalipse.
O santuário de La Salette está localizado em uma alta pastagem alpina a uma altitude de cerca de 6000 pés, cerca de 9 milhas da cidade mais próxima. Agora facilmente acessível de carro, ônibus e táxi, o santuário opera um serviço de hospedagem com uma variedade de acomodações. A montanha paisagem ao redor do santuário é espectacular e é cercada por uma rede de trilhas para caminhada. A Basílica de Nossa Senhora de La Salette foi iniciada em 1852, concluída em 1865, e designado uma basílica em 1879. É um grande, quase austera igreja, com uma fachada ladeada por duas torres. No interior, na basílica a nave é delimitada por duas fileiras de colunas Bizantinas.Possui três medalhões representando as fases da aparição, os prantos, a mensagem, e a partida. A basílica também inclui um pequeno museu que documenta a história de La Salette. Fora da basílica, os peregrinos podem tomar um caminho que conduz ao local da aparição, o chamado Vale da aparição.Lá há estátuas de bronze erguidas em 1864 representando as três fases da aparição.
O crucifixo La Salette, usado pela Virgem Maria contem características adicionais, um martelo,e uma pinca ou um alicate. O martelo simboliza o pecador cravando Jesus na cruz pelos seus pecados e o alicate representa todos nós tentando remover os pregos da cruz pelas nossas vidas virtuosas e pela fidelidade à Jesus.

Oração à Nossa Senhora da Sallete

Lembrai-vos, ó Nossa Senhora da Sallete,
das lágrimas que derramastes no Calvário.
Lembrai-vos também dos angustiados cuidados
que tendes por mim para livrar-me da justiça de Deus.
Depois de terdes demonstrado tanto amor por mim,
não podeis abandonar-me.
Animado por este pensamento consolador
venho lançar-me a vossos pés.
Apesar de minhas infidelidades e ingratidões.
Não rejeiteis a minha oração, ó Virgem reconciliadora,
mas atendei-me e alcançai-me a graça que tanto necessito.
Ajudai-me a amar a Jesus sobre todas as coisas.
Eu quero enxugar as vossas lágrimas
por meio de uma vida santa
e assim merecer um dia viver convosco
e desfrutar a felicidade eterna do céu.
Amém.

Oração à Nossa Senhora da Salette

Lembrai-vos, ó Nossa Senhora da Salette, das lágrimas que derramastes por nós, no Calvário. Lembrai-vos também dos cuidados que, sem cessar, tendes por vosso povo, a fim de que, em nome de Cristo, se deixe reconciliar com Deus. E vede se, depois de tanto terdes feito por vossos filhos, podeis agora abandoná-los.
Reconfortados por vossa ternura, ó Mãe, eis-nos aqui suplicantes, apesar de nossa infidelidade e ingratidão. Não rejeiteis nossa oração, ó Virgem Reconciliadora, mas volvei nosso coração para vosso filho. Alcançai-nos a graça de amar Jesus acima de tudo, e de vos consolar por uma vida de doação, para a alegria de Deus e o amor de nossos irmãos.
Amém.

Nossa Senhora do Rosário da Pompéia



Nossa Senhora do Rosário de Pompéia Festa 7 de outubro
No dia 24 de agosto do ano 79 de nossa era, às 11 horas da manhã, os 25 mil habitantes da cidade de Pompéia, ao sul de Nápoles, dedicavam-se aos seus afazeres, quando um estrondo os levou à rua. Do Vesúvio subia uma imensa coluna de fogo. Momentos depois sua cratera começou a expelir pedras incandescentes. Uma chuva de cinzas, impregnada de vapores sulfúreos e de cloro, escureceu o céu. A população, em pânico, começou a esconder-se nas casas ou a fugir sem direção. Era muito tarde: em pouco tempo Pompéia e mais quatro cidades ficaram sepultadas sob 10 metros de cinzas. Aos poucos foi-se perdendo a memória da tragédia e nos 1600 anos seguintes ninguém ouviria falar da cidade.
No início do século XVII, o arquiteto Fontana redescobriu Pompéia. Mas só no final do século seguinte é que começariam os trabalhos arqueológicos sistemáticos, que continuam até hoje, para resgatá-la das cinzas.
O jovem Bartolo Longo deixou-se contaminar pela mentalidade anti-clerical e anti-religiosa, ingressando aos 20 anos no movimento revolucionário destinado a levar a cabo a unificação italiana, com a eliminação dos Estados Pontifícios e a supressão do poder temporal dos Papas.
Um de seus professores, deixou-se impressionar pelas qualidades naturais daquele jovem, vendo nele, talvez, a possibilidade de reabraçar o catolicismo. Procurou o mestre conquistar a amizade do aluno, encaminhando-o a um frade dominicano, sob cuja influência Bartolo reencontrou a fé da infância. O jovem ingressou na Ordem Terceira Dominicana, decidiu-se a amar a Deus com todas suas forças, tomou como modelo o Coração Sacratíssimo de Jesus e entregou-se a obras de caridade.
Bartolo conheceu uma condessa viúva, de muita fé. Essa dama o contratou como administrador de seu patrimônio. Assim sendo em outubro de 1872, o jovem dirigiu-se ao vale de Pompéia, onde a condessa possuía terras. Aí encontrou muitos que trabalhavam nas escavações, afastados de qualquer experiência de fé. Uma voz interior lhe murmurou: "Propague o Rosário". Bartolo tornou-se catequista e apóstolo daqueles operários, incentivando-os a entrar na Confraria do Rosário.
Acompanhado de seu diretor espiritual, Bartolo começou a procurar uma imagem de Nossa Senhora do Rosário para a igreja paroquial. Certo dia uma religiosa, que soubera do que necessitavam, apresentou ao advogado uma pintura da invocação desejada, mas em péssimo estado. A condessa não se entusiasmou com a imagem ao vê-la tão danificada. Mas, à falta de melhor, a estampa, enrolada num tecido ordinário, foi colocada sobre uma carroça carregada de lixo que se dirigia a Pompéia. O Bispo de Nola, do qual dependia a região, decidiu construir uma igreja mais próxima do local. Com o dinheiro arrecadado para iniciar a obra mandaram restaurar e enquadrar a tela da Virgem do Rosário, expondo-a pela primeira vez à veneração pública no dia 13 de fevereiro de 1876, Desse dia até o 19 de março seguinte oito grandes milagres realizaram-se diante da modesta estampa. Os milagres tiveram ampla repercussão em toda a Itália. Bartolo era um homem de visão. Por isso viajou pela Europa pedindo donativos não só para o novo santuário, mas para outras obras que planejava. Em 1884 fundou um periódico chamado "O Rosário e a nova Pompéia", para o qual montou uma tipografia em que empregou crianças pobres da cidade. Criou um orfanato para os filhos e depois para as filhas dos encarcerados. Para a formação destas, fundou a congregação das Filhas do Santo Rosário da Ordem Terceira Dominicana.
A devoção à Senhora do Rosário cresceu tanto que, em 1887, recebeu a honra da coroação solene. A nova igreja foi consagrada em 1891 com o título de Rainha das Vitórias e, em 1901, foi elevada à condição de Basílica.
Vale lembrar que o título Nossa Senhora de Pompéia não é um novo título. Ele é a forma como se venera Nossa Senhora do Rosário na cidade italiana de Pompéia.

Oração a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinastes a recorrer a vós e com confiança chamar-vos de "Pai Nosso que estais no Céu". Ó Senhor, infinitamente bom, a quem é dado usar sempre de misericórdia e perdoar; por intercessão da Imaculada Virgem Maria, ouvi-nos, a nós que nos gloriamos do título de devotos do Rosário, aceitai as nossas humildes orações dando-vos graças pelos benefícios recebidos, e tornai perpétuo e cada dia mais glorioso o trono que lhe elevastes no Santuário de Pompéia, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Rogai por nós Rainha do Sacratíssimo Rosário! Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

Nossa Senhora do Rosário



Nossa Senhora do Rosário Festa 7 de outubro

O Rosário nasceu do amor dos cristãos por Maria na época medieval, talvez no tempo das cruzadas da Terra Santa. O objeto da recitação desta oração, o terço, é de origem muito antiga. Os anacoretas orientais usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Nos conventos medievais os irmãos leigos, dispensados da recitação do Saltério, pela pouca familiaridade com o latim, completavam as suas práticas de piedade com a recitação dos pai-nossos, e para a contagem, São Beda, o Venerável, havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados num barbante. Depois, narra uma lenda, a própria Nossa Senhora, aparecendo a São Domingos, indicou-lhe a recitação do Rosário como arma eficaz para debelar os hereges albigenses.
Nasceu assim a devoção do Rosário, que tem o significado de uma grinalda de rosas oferecida a Nossa Senhora. Os promotores desta devoção foram os dominicanos, que também criaram as confrarias do Rosário. Foi o papa dominicano, São Pio V, o primeiro a encorajar e a recomendar oficialmente a recitação do Rosário, que em breve se tornou a oração popular por excelência, uma espécie de breviário do povo, para ser recitado à noite em família.
Aquelas ave-marias recitadas em família estão animadas de autêntico espírito de oração: "Enquanto se prossegue na doce e monótona cadência das ave-marias, o pai ou mãe de família pensam nas preocupações familiares, no menino que atendem, ou nos problemas provocados pelos filhos mais velhos. Este emaranhado de aspectos da vida familiar sofre então a iluminação dos mistérios salvíficos de Cristo, e é espontâneo confiar tudo à Mãe do milagre de Caná e de toda a redenção" (Schillebeeckx).
A festividade hodierna foi instituída por São Pio V para comemorar a vitória de 1571 em Lepanto contra a frota turca (inicialmente dizia-se: Santa Maria da Vitória). A festividade do dia 7 de outubro, que naquele ano caía no Domingo, foi estendida em 1716 à toda Igreja Católica e fixada definitivamente por são Pio X em 1913. A festa do Santíssimo Rosário, como era chamada antes da reforma do calendário de 1960, resume, em certo sentido, todas as festas de Nossa Senhora.

Oração a Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário,
dai a todos os cristãos a graça
de compreender a grandiosidade
da devoção do santo rosário,
na qual, à recitação da Ave Maria
se junta a profunda meditação
dos santos mistérios da vida,
morte e ressurreição de Jesus,
vosso Filho e nosso Redentor.

São Domingos, apóstolo do rosário,
acompanhai-nos com a vossa bênção,
na recitação do terço, para que,
por meio desta devoção a Maria,
cheguemos mais depressa a Jesus,
e como na batalha de Lepanto,
Nossa Senhora do Rosário nos leve a vitória
em todas as lutas da vida;
por seu Filho, Jesus Cristo,
na unidade do Pai e do Espírito Santo.
Amen.

Nossa Senhora da Rosa Mística



Nossa Senhora da Rosa Mística Festa 13 de julho

Em 1947, em Montechiari, situada a alguns quilômetros de Bréscia, norte da Itália, uma enfermeira chamada Pierina Gilli, teve uma visão de uma belíssima Senhora vestida com uma túnica púrpura e com um véu branco cobrindo-lhe a cabeça. Em seu peito estavam encravadas três espadas e seu celestial rosto tinha feições muito tristes. A Virgem chorava e disse em sua primeira aparição disse: "Oração, Penitência e Expiação".

Na segunda aparição a Virgem apresenta-se de branco e em lugar das três espadas traz no peito três rosas: uma branca, uma cor-de-rosa e outra dourada. A Virgem disse a Pierina que o Senhor a enviara especialmente para ajudar aos sacerdotes e às ordens religiosas.
A Virgem explicou também o significado das espadas e das três rosas:
A primeira espada: representa a escassez das vocações.
A segunda espada: representava os pecados mortais dos sacerdotes, monges e monjas.
A terceira espada era por causa dos sacerdotes e monges que cometem a mesma traição de Judas.
A Rosa branca: o espírito de oração.
A Rosa Vermelha: o espírito de expiação e sacrifício.
A Rosa dourada: o espírito de penitência.
A terceira aparição ocorreu na capela do hospital de Montechiari, durante a celebração eucarística. Na quarta aparição a Virgem suplica oração e penitência, pedido que se repete na quinta aparição.
Na sexta aparição, Maria expressa o desejo de que em Montechiari seja venerada sob a invocação de "Rosa Mística", unida à veneração de seu Coração Imaculado, especialmente nos conventos e Institutos Religiosos.
Na sétima aparição, a Virgem disse que ao meio-dia de cada 8 de dezembro fosse celebrada a "hora da graça" por todo o mundo e que mediante esta devoção seriam alcançadas graças para a alma e para o corpo.
Depois destes acontecimentos, Pierina passou vários anos em Bréscia como ajudante em um convento de religiosas. Em 1966 começa a segunda etapa das aparições. Em fevereiro desse ano Pierina volta a ver a Virgem e lhe anuncia que aparecerá no dia 17 de abril em Fontanelle, um bairro de Montechiari. Nesse lugar havia uma fonte numa gruta onde ocorreram várias curas físicas e espirituais.
A Virgem apareceu no dia anunciado e assim se manifestou: "Meu divino Filho Jesus é todo amor e me enviou para dar um poder milagroso de cura a este fonte... Que os enfermos e todos os meus filhos peçam perdão a meu Divino Filho, beijem com muito amor a Cruz, tirem água da fonte e bebam-na... Desejo que os enfermos e todos meus filhos venham à fonte da graça".
Essas aparições aconteceram em Montichiari e em Fontanelle na Itália. Os bispos de Bréscia, desde 1966 até os dias de hoje, proibiram a devoção pública a Rosa Mística. No ano de 2001, o bispo atual, Mons. Giulio Sanguineti, determinou a organização da dispensa dos sacramentos e do culto mariano em Fontanelle, estabelecendo um sacerdote responsável pelo atendimento daquela comunidade. Além disso, uma nova associação de fiéis – Rosa Mistica Fontanelle – foi constituída, para a promoção e divulgação da devoção a Nossa Senhora, na localidade de Fontanelle, sob orientação do Bispo de Bréscia.

Oração a Nossa Senhora da Rosa Mística

Rosa Mística, Virgem Imaculada, Mãe da Graça, para honra de Vosso Divino Filho, nos ajoelhamos diante de Vós implorando a misericórdia de Deus: não por nosso méritos mas pelo amor de Vosso Coração Maternal, nós Vos suplicamos que nos concedais proteção e graça com a certeza de que nos haveis de atender. Ave Maria...

Rosa Mística, Mãe de Jesus, Rainha do Santo Rosário e Mãe da Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo, nós Vos pedimos que concedais ao mundo, dilacerado pela discórdia, a unidade e a Paz e todas aquelas graças que podem mudar o coração de tantos de teus filhos. Ave Maria...
Rosa Mística, Rainha dos Apóstolos, fazei florescer à volta dos altares Eucarísticos, muitas vocações sacerdotais, religiosos e religiosas, que difundam, com a santidade de sua vida e com o zelo apostólico pelas almas, o Reino de Vosso Filho Jesus por todo o mundo. E derramai sobre nós também a abundância de Vossas Graças celestiais! Ave Maria... Salve Rainha...

Nossa Senhora dos Remédios



Nossa Senhora dos Remédios Festa 8 de setembro

Esta devoção foi introduzida em Portugal por religiosos franceses da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, que estiveram em Lisboa no início do século XIII. A finalidade desta Ordem era a Redenção dos cativos no oriente e sua padroeira era Nossa Senhora dos Remédios. Esta confraria se espalhou pela Europa, especialmente na Península Ibérica. Até o século XVIII já havia libertado 900.000 prisioneiros.
Os irmãos da Santíssima Trindade trouxeram para o Brasil a mesma devoção, erguendo capelas em sua honra em várias províncias do Nordeste e nas regiões barrocas de Minas Gerais. No entanto, os santuários mais famosos se encontram em Paraty, São Paulo e Fernando de Noronha.
Em Paraty, a primitiva igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída em 1646 . O atual templo teve sua construção iniciada em 1787, com a finalidade de substituir uma outra igreja de pedra e cal, de 1712, e considerada pequena para atender a toda a população de Paraty. Sua planta tem traçado característico do século XVIII; nave única e dois corredores laterais compartimentados e ligados à nave central. Entre as imagens destacam-se a de N. S. dos Remédios, provavelmente adquirida na Espanha no século XIX, e as imagens da Via Sacra , todas em tamanho natural. A Matriz era a igreja freqüentada pela burguesia branca de Paraty.
Em São Paulo, a igreja dos Remédios, com seu frontispício de azulejos e sua história recheada de lendas, estava situada na praça João Mendes. Era o refúgio dos escravos perseguidos e, nos últimos tempos do Império, o reduto preferido dos abolicionistas. Em 1941 ela foi demolida para o alargamento da praça, conhecida antigamente como Largo dos Remédios.
A única igreja existente na ilha de Fernando de Noronha é consagrada à Senhora dos Remédios, construída em estilo colonial português em 1737, logo depois da expulsão dos franceses. Fica próxima à sede do governo da Vila dos Remédios, sob a proteção, hoje simbólica, do forte do mesmo nome.


Oração a Nossa Senhora dos Remédios
Ó Virgem bendita, nós Vos louvamos, sob o título, para nós tão querido, de Nossa Senhora dos Remédios.
Cada um de nós confessa que é um doente da alma mas, ao mesmo tempo, cada um de nós reconhece também que Vós nos destes Cristo, Remédio Universal para todo o pecado do mundo. Por isso, prostrados aos Vossos pés, suplicamos ardentemente que, pela Vossa intercessão, nos sejam aplicados os méritos infinitos da Redenção.
Confiamos na Vossa onipotência suplicante, pois sabemos que o Senhor pôs em Vossas mãos a distribuição dos favores celestes. Dizei-lhe, como Maria de Betânia, que está doente aquele a quem tanto ama.
Fazei descer sobre nós a graça divina, suficiente a cada estado de vida, e movei-nos a torná-la eficaz pela nossa fiel correspondência.
Tirai, Senhora, tirai deste tesouro inesgotável, que é o Coração do Vosso Filho, esta graça que com particular fervor Vos pedimos. Dai-nos que perseveremos docilmente, e até à morte, no Vosso amor e no do Vosso Filho Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina por todos os séculos. Assim seja.

Esta oração serve para uma novena. Basta acrescentar-lhe ao fim 3 ave-marias e uma salve-rainha.

Nossa Senhora Rainha da Paz



Nossa Senhora Rainha da Paz Festa 9 de julho

A devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, começou no ano de 1085, quando os cristãos alcançaram um grande milagre por intercessão da Virgem.
O rei Afonso VI, tendo tomado a cidade de Toledo, prometera em tratados, que ficaria em poder dos mouros uma célebre igreja da cidade, onde Maria Santíssima era muito venerada.
Partindo Afonso VI para Castela, deixou em Toledo sua esposa, a rainha Dª Cristina e o Arcebispo D. Bernardo, os quais sentindo o desejo ardente dos cristãos e impulsionados também por sua fé, resolveram tomar o Templo. E assim o fizeram. Idignado, o rei, por não ter sido respeitado o seu juramento, resolveu castigar severamente os principais autores daquela afronta.
Os cristãos foram-lhe ao encontro, vestidos de luto e cilício, implorando clemência; outros no Templo imploravam a Maria Santíssima que tocasse o coração do monarca. E Nossa Senhora os atendeu.Os mouros rogaram ao rei que perdoasse à rainha e ao Arcebispo, renunciando à posse do Templo em questão. O rei aceitou com prazer aquele pedido. Entrou a procissão triunfante na cidade e, dirigindo-se ao Templo da Virgem, renderam-lhe graças por haver conseguido a paz para a cidade de Toledo. Para que se perpetuasse a memória de tão grande benefício, instituiu-se a "festa de Nossa Senhora Rainha da Paz" que passou a ser anualmente celebrada no dia 24 de janeiro.

Como naqueles tempos a Europa vivesse contínuas guerras, os reis e capitães nunca partiam para os combates sem antes virem rezar aos pés de Nossa Senhora Rainha da Paz.
Os anos foram passando e a devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi-se espalhando. Crescia também o número de milagres realizados pela Virgem, venerada na pequena imagem.
Um desses milagres se deu no dia 21 de junho de 1651, quando várias pessoas doentes, atraídas pelo canto da "Salve Regina", entoado por crianças diante da porta dos capuchinhos, recuperaram imediatamente a saúde.
Uma capela espaçosa foi construída para acolher também os peregrinos, sempre mais numerosos, que vinham ali pedir e agradecer a Virgem as mais variadas graças.

A Madre Henriqueta, co-fundadora da Congregação, no ramo feminino, conseguiu levar para o pequeno Convento da Rua de Picpus a Rainha da Paz.

Em 1840, o Convento das Irmãs foi saqueado, mas a palavra da Madre Fundadora foi confirmada: "Chegará o dia que a ela (à Rainha da Paz) deveremos a nossa conservação". As irmãs não foram molestadas nem dispersas. A transladação da imagem se realizou no dia 9 de julho de 1652. O Papa Alexandre VII confirmou as honras prestadas à Rainha da Paz concedendo uma indulgência plenária a todos os que visitassem a Capela no dia 9 de julho. Os padres e irmãs, a exemplo de seus fundadores, conservam até hoje essa devoção à imagem de Nª Srª Rainha da Paz.

Oração a Nossa Senhora Rainha da Paz

Ó Coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o Vosso Amor. A chama do vosso coração, ó Maria, desça sobre todos os homens. Nós vos amamos infinitamente! Imprimi em nossos corações o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de vos buscar intensamente, ò Maria. Vós, que tendes um coração suave e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós sabeis que todos os homens pecam. Concedei que, por meio do Vosso Imaculado Coração, sejamos curados de todas as doenças espirituais. Atendei ao meu pedido, em especial este que vos faço agora, ó Mãe. (Peça a graça que deseja receber). Fazei com que possamos sempre contemplar a bondade do vosso coração materno, e nos convertamos, por meio da chama do vosso coração. Rainha da Paz, rogai por nós. Amém.
(Rezar durante três dias.)

Nossa Senhora dos Prazeres



Nossa Senhora dos Prazeres Festa 15 de agosto

Bem antes da última peste que houve em Lisboa, em 1599, uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha. Essa fonte começou a ser chamada de "santa" porque sua água passou a curar várias enfermidades. Os condes levaram a imagem para sua casa, colocando-a em seu oratório. No entanto, certo dia a mesma imagem desapareceu do seu lugar para ser encontrada sobre um poço. Nossa Senhora manifesta-se, então, a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construirem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres. As pessoas não duvidaram da criança e em pouco tempo a ermida foi erguida. A imagem foi ali depositada e os prodígios começaram a ocorrer.
Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana. As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima , que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.
Portugal foi a primeira nação católica a festejar as alegrias de Maria.
No Brasil, Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira da catedral e da diocese de Lages (SC), onde sua festa é celebrada em 15 de agosto. Na arquidiocese de Maceió, da qual também é padroeira, a festa é em 27 de agosto. No estado do Espírito Santo, no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, as sete alegrias de Nossa Senhora são comemoradas no domingo da Pascoela. Existem igrejas dedicadas a esta invocação também em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo, na cidade de Piracicaba. O templo mais famoso é o que se situa nos Montes Guararapes, perto de Recife, que foi reformado e embelezado pelos Monges Beneditinos em 1782.


Oração a Nossa senhora dos Prazeres

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe querida, lembrando-nos de vossas grandes alegrias: a Anunciação do Senhor, a Visita à vossa prima Santa Isabel, o Nascimento do Menino Deus, a Adoração dos Magos ao vosso divino Filho, o Encontro de Jesus no Templo, a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção, queremos pedir vossa intercessão por nós e pelas nossas famílias junto a Deus. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião. Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a sermos bons seguidores de vosso adorado Filho, lendo e refletindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente de nossa Comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar em nossa vida dentro da justiça, colaborando para a construção da paz e da fraternidade. Amém.

Nossa Senhora dos Pobres



Nossa Senhora dos Pobres Festa 15 de janeiro

A aldeia de Banneux, na Bélgica, encontra-se a 25 km da cidade de Lieja. O local não possui nenhuma atração turística. Na rodovia que vai de
Louveigné a Pepinster, a um quilômetro da igreja paroquial, encontra-se uma modesta casa de operários onde vive a família Becó. Úmido e pantanoso, o lugar é conhecido como "La Fange". Diante da casa há uma pequena horta.
Em 1933, a família compunha-se dos pais e sete filhos. A mais velha, Mariazinha, nascera a 25 de março de 1921. No dia 15 de janeiro de 1933, um domingo de inverno repleto de neve, Mariazinha, por volta das sete horas da noite, olha pela vidraça da janela da cozinha seu irmão Juliano que retorna após ter saído com seus companheiros.
Repentinamente a menina vê uma formosa Senhora, toda resplandecente. É a Santíssima Virgem que a convida a aproximar-se. A mãe a proíbe e a Senhora desaparece. Três dias depois, novamente às sete horas da noite, Mariazinha sai de sua casa e a Virgem lhe aparece pela segunda vez.
A aparição, continuava. A Senhora era de média estatura, com vestido e véu brancos, sendo que a alvura da veste era mais intensa. Esta fechava-se sob o queixo da Senhora, era lisa até a cintura e depois alargava-se até os pés, formando pregas harmoniosas. As pontas do largo cinto azul caíam-lhe diante do vestido. O véu cobria-lhe ombros e braços. As mãos estavam juntas, mas abaixadas. A Dama sorria com o olhar e os lábios, estando ligeiramente inclinada para seu lado esquerdo. Essa postura, característica da Virgem de Banneux, permitia que se visse o pé direito de Nossa Senhora, ornado com uma rosa de ouro. Apoiava-se ele sobre uma nuvem prateada, a uns três palmos do chão. Uma luz brilhante, opalescente, circundava a Virgem. E em tomo de sua cabeça notava-se uma auréola de raios de luz divergentes.
A aparição retorna outras seis vezes, a partir de 15 de janeiro até o dia 2 de março. Revela-se como a Virgem dos Pobres e manifesta a Mariazinha o desejo de que se construa uma capela e se reze muito.
Também afirma que uma fonte de água está à disposição de todos, especialmente dos enfermos. Finalmente revela-se como a Mãe de Deus.
Em 1949 o bispo de Lieja, reconhece oficialmente a verdade das aparições de Banneux, onde se constrói um santuário muito freqüentado não somente por fiéis belgas como de outros países da Europa. Numerosos templos surgiram depois em diferentes partes em honra da "Virgem dos Pobres".
O reconhecimento eclesiástico dessas aparições aconteceu em 22 de agosto de 1949, através de uma carta de Dom Louis-Joseph Kerkhofs, então bispo de Liége, na Bélgica.

Oração a Nossa Senhora dos Pobres

Virgem dos Pobres, há muito tempo, vieste até nós, chegaste a este canto selvagem e solitário e, desde então, não cessaste de vir, dás sinais a cada um de nós, e nos chama em nossa caminhada. Tu nos sorris, sem nada dizer, e caminhas à nossa frente.
Tu nos conduzes pelos bosques, onde assobia o vento, onde sopra o Espírito, onde jorra a água dos lagos escondidos.
Virgem dos Pobres, nós te agradecemos por teres vindo e por continuares a vir a fim de aliviar a nossa solidão
e de nos recolocares no caminho certo, para dissipar nossas dúvidas e angústias e nos oferecer acesso às Bem-aventuranças.
Virgem dos Pobres, ensina-nos a orar mais intensamente, a crer sem reserva, sem qualquer dúvida, a gritar do fundo de nossa baixeza, pobres e pecadores que somos, prisioneiros do próprio conforto, para que possamos abrir nossas portas, nossas fronteiras, nossos corações aos apelos de Deus e às angústias de nossos irmãos.

Nossa Senhora da Piedade - Pietá



Nossa Senhora da Piedade Festa 15 de setembro

Nossa Senhora da Piedade é aquela que recebendo o Divino Filho em seus braços, depois de sua morte trágica na Cruz, levou-o com os fiéis discípulos e piedosas mulheres até o sepulcro. Foi sempre um tema muito procurado pela arte cristã que encontra nos episódios da vida de Jesus e de sua Santíssima os motivos para edificação, mais ainda, porque nos sofrimentos, encontram os cristãos, um grande consolo, verificando que eles são próprios ao caminho da perfeição, e se Deus os teve, com sua Mãe, não é demais que os mortais os suportem.
A mais remota representação da Senhora da Piedade em Portugal, foi pintada em madeira, que se encontrava numa das capelas do claustro da Sé em Lisboa.
Pertencia a urna antiquíssima Irmandade, que tinha por função principal enterrar os mortos, visitar e confortar os encarcerados e acompanhar os criminosos que iam padecer a pena ultima. Essa pintura representando Nossa Senhora assentada ao pé da Cruz, tendo nos braços Jesus Morto, foi o emblema das Casas de Misericórdia, que por iniciativa de frei Miguel de Contreiras, se fundaram em Portugal, começando pela de Lisboa. Tinha essa Nossa Senhora da Sé de Lisboa, uma Irmandade que se supõe já existia desde antes do ano de 1230, pois foi nesse ano que ela figura no acompanhamento do pai de Santo Antônio, que acusado falsamente de um crime, ia ser levado à forca, quando seu filho, o grande taumaturgo português chegou a tempo de salvá-lo, por uma milagrosa demonstração de sua inocência.
Muito venerada em Portugal era Nossa Senhora da Piedade de Merceana, que segundo a tradição aparecera no tronco de uma árvore, no início do século XII. Contam que, certo dia, um lavrador começou a notar que um dos bois de sua manada, lhe desaparecia todo dia à mesma hora, voltando pouco depois. Seguiram o boi e verificaram dirigir-se o animal a uma carvalheira, debaixo da qual se ajoelhava, olhando para um dos galhos.
Nossa Senhora da Piedade já era considerada um pouco protetora geral de todos os mineiros, quando em 1958 assim foi proclamada por bula do papa João XXIII. Contudo, a sua consagração oficial como Padroeira do Estado de Minas Gerais deu-se a 31 de julho de 1960, na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, com a presença do Governador de Minas e autoridades civis, militares e religiosas.
A capela de Nossa Senhora da Piedade, situada a quase 1800 metros de altitude, apresenta ao devoto que sobe a sua escarpada montanha um panorama amplo e maravilhoso e uma alegria semelhante, com certeza, aquela que ele sentirá ao atingir o Paraíso Celeste após a rude caminhada neste mundo, guiado e auxiliado pelas mãos suaves de Maria.
Esta devoção é muito divulgada no Brasil, pois, além das 73 igrejas que a tomaram por Padroeira, encontramos imagens da Virgem Dolorosa em quase todos os antigos templos, espalhados pelo nosso País.

Oração a Nossa Senhora da Piedade

Coroa das Sete Dores de Maria
No início : 1 Credo, 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria
[Primeira dor] - A dor que sentiu o Seu Coração Virginal com a Profecia de Simeão.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Segunda dor] - A angústia que sentiu, ao ter que fugir, com São José e Seu Menino Deus, para o Egipto.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Terceira dor] - A aflição que Ela sentiu quando perdeu por três dias o Seu tesouro: Jesus
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Quarta dor] - A tristeza mortal que Ela sofreu ao ver Seu Filho carregando a Cruz, por nossos pecados.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Quinta dor] - O martírio do Seu Coração generoso, assistindo a Agonia que passava o Salvador.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Sexta dor] - A ferida que sofreu Seu Coração, ao ver trespassado o Coração de Seu Filho.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Sétima dor] - O desconsolo e desamparo que Ela sofreu, no sepultamento do Redentor.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

No final: 1 Salve Rainha

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Festa 27 de junho

Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Nada se conhece sobre a origem do milagroso ícone nem da igreja onde era venerado, pois a ilha esteve durante muitos séculos dominada pelos muçulmanos, que destruíram muitos documentos cristãos.
É uma pintura sobre madeira, em estilo bizantino, onde se enlaçam a arte e a piedade, a elegância e a simplicidade. Dizem os especialistas que deve ser uma das diversas cópias do retrato da Virgem Santíssima feito por São Lucas e que o pintor era grego, porque são helênicas as letras das inscrições. Esta preciosidade, porém, não impediu que fosse vítima da ganância dos homens. No século XV, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma.
Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram a Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. E o quadro caiu no esquecimento após a morte do ladrão. Algum tempo depois a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem deveria ser colocada numa igreja e recebesse o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos.
Depois da destruição da igreja no ano 1798, feita pelas tropas napoleônicas, a imagem santa caiu novamente no esquecimento. Em meados do século XIX, o papa Pio IX chamou a Roma os padres Redentoristas, que se estabeleceram no antigo convento dos Agostinianos, no local onde existira a igreja de São Mateus. Foi então que um dos religiosos encontrou documentos relativos a uma imagem da Virgem Maria, famosa pelos grandes milagres que realizava. Após muita procura o quadro foi encontrado por uma revelação especial de Nossa Senhora. Finalmente em 1866, o Papa Pio IX confiou oficialmente o quadro aos Redentoristas, ordenando: "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro". Um ano mais tarde, quando o quadro era levado em procissão, Nossa Senhora realizou o milagre de curar um menino. No Brasil, esta invocação de Maria chegou com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor que aqui se estabeleceram em 1893.

Historia do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325.

A Paixão de Jesus é representada pelos instrumentos da paixão mostrado pelos anjos, principalmente a cruz, a lança, a esponja e os pregos.

Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel. Miguel segura a lança e a esponja com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela.
O Menino Jesus com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe.
Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar: “Este é o Senhor Nosso Deus”.
As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus.
Aqui temos uma versão do icone que aparece as letras com grande clareza:
As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras.Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego ; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”.
Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o icone.
Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada.
Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem.
O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.


Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe
obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido) e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.
Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem
conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos,
que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria,
alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro
e rogai-lhe, com instância, me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.
Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos me atendais para vossa glória e bem da minha alma. Amém.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Grandioso sinal de nossa esperança, nós te invocamos. Ó Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorre o teu povo que ressurgir. Concede a todos a alegria de caminhar para o futuro numa consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciado de modo novo e corajoso o Evangelho de teu Filho fundamento e cume de toda a convivência humana que aspira a uma paz justa e duradoura. Também nós queremos apertar a tua mão como o Menino Jesus que admiramos neste quadro venerando. Não te falta nem poder nem bondade par anos socorrer em qualquer necessidade e situação. A hora atual é tua hora! Vem, pois em nosso auxílio e seja para nós o refúgio e a esperança. Assim seja, amém.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorado o vosso auxílio e reclamado o vosso socorro fosse por vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das virgens, como à Mãe recorro, em vós me acolho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prosto a vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.

Nossa Senhora da Penha



Nossa Senhora da Penha Festa 5 de setembro

Existia no norte da Espanha, uma serra muito alta e íngreme chamada Penha de França.
Por volta de 1434, certo monge francês sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que lhe apareceu no topo de uma escarpada montanha, cercada de luz e acenando para que ele fosse procurá-la, e assim, durante cinco anos andou procurando a mencionada serra, até que um dia teve indicação de sua localização e para lá se dirigiu. Após três dias de intensa caminhada e escalando penhas íngremes, o monge parou para descansar, quando viu sentada perto dele uma formosa senhora com o filho ao colo que lhe indicou o lugar onde encontraria o que procurava. Auxiliado por alguns pastores da região, conseguiu achar a imagem que avistara em sonho.
Construiu uma tosca ermida nesse local, que logo se tornou célebre pelo grande número de milagres e mais tarde ali foi construído um dos mais ricos e grandiosos santuários da cristandade.
Em Portugal, o culto de Nossa Senhora da Penha iniciou-se após a batalha de Alcácer-Quibir, de tão triste memória, na qual perdeu a vida o rei D. Sebastião. Entre os portugueses que conseguiram escapar da escravidão muçulmana encontrava-se um escultor que prometeu à Virgem Santíssima fazer-lhe sete imagens se Ela o conduzisse novamente à sua Pátria. Fiel ao seu voto, iniciou logo o trabalho, esculpindo seis figuras com os respectivos títulos. Ao chegar a sétima e não sabendo que invocação dar-lhe, foi aconselhado a fazer a imagem de Nossa Senhora da Penha. O escultor luso executou a obra e colocou-a na ermida da vitória, mas algum tempo depois resolveu edificar-lhe uma igreja em local próximo a Lisboa e que mais tarde se tornou conhecido como Penha de França.
Naquela época, uma peste assolou o país e como a Espanha se livraria do flagelo graças à intervenção de Nossa Senhora da Penha, o Senado da Câmara de Lisboa prometeu à Mãe de Deus construir-lhe um grandioso templo, se Ela livrasse a cidade da moléstia. Extinguiu-se a epidemia quase subitamente, a Câmara mandou edificar magnífico santuário naquele local.
Este templo passou a atrair milhares de peregrinos e em certa ocasião um devoto, tendo subido ao alto da penedia, vencido pelo cansaço adormeceu. Uma grande cobra aproximou-se para picá-lo quando um enorme lagarto saltou sobre ele despertando-o a tempo de matar a serpente com seu bastão. Essa é a razão pela qual a imagem de Nossa Senhora da Penha tem aos pés um peregrino, a cobra e o lagarto.
Como quase todos os títulos da Virgem Maria registrados no Brasil no período colonial, o culto de Nossa Senhora da Penha foi trazido por marujos portugueses. Um dos mais famosos templos brasileiros dedicados a esta invocação é o de São Paulo. Conta se que um viajante francês seguia de Piratininga para o Norte, levando em sua bagagem uma imagem de Nossa Senhora da Penha de França. Ao passar pelo morro chamado então Aricanduva, parou para descansar. Ao continuar o trajeto no dia seguinte, notou a falta da santa. Voltou para procurá-la e foi encontrá-la no lado do morro de Aricanduva. Guardou a imagem no baú e prosseguiu viagem, mas, ao chegar no pouso seguinte, notou a falta da efígie, que foi encontrada novamente no local onde pousara. Este fato repetiu-se várias vezes e ele, vendo nisso a vontade do céu, ali plantou uma pequena ermida.
O padre Jacinto Nunes, filho de um dos primeiros habitantes de São Paulo de Piratininga, transferiu a imagem e a capela para o alto do morro onde se encontra a secular matriz da Penha. Ela é atualmente a Protetora da cidade de São Paulo e sua igreja está coberta de promessas e ex-votos. São 382 degraus, mais ainda do que os números dos dias do ano, como muitos costumam acreditar.
A festa de Nossa Senhora da Penha realiza-se no Rio de Janeiro em outubro e é a solenidade religiosa mais popular da bela metrópole guanabarina. Centenas de peregrinos vindos de várias partes da Cidade Maravilhosa e de outros Estados sobem devotamente os 365 degraus cavados na rocha, a fim de agradecerem à Virgem Maria alguma graça alcançada, ou para rogarem pela saúde de seus entes queridos.

Oração a Nossa Senhora da Penha

Ó Maria Santíssima, Senhora da Penha, em cujas mãos Deus depositou os tesouros das suas graças e favores. Eis-me cheio de esperança, solicitando com humildade a graça de que hoje necessito (pedido), pela qual sou-lhe grata desde este momento.
Recordai-vos, ó Senhora da Penha, que nunca se ouviu dizer que algum dos que em vós têm depositado toda a sua esperança tenha deixado de ser atendido, ó boa Mãe. Assisti-nos nas agruras da vida, para que façamos delas sementes para um mundo mais fraterno e mais humano. Enxugai o pranto das pessoas que sofrem e consolai os aflitos em suas necessidades. Tudo isso vos pedimos por Jesus, vosso Filho e nosso irmão.
Amém.

Nossa Senhora da Paz



Nossa Senhora da Paz Festa 21 de novembro

Patrona de El Salvador que é o menor entre todos os estados independentes da América Central. Costuma ser chamado de: "o país da paciência e da esperança".
Segundo a tradição, no ano de 1682, alguns mercadores encontraram na vila do Mar do Sul salvadorenho uma caixa abandonada; tão bem fechada que não conseguiram abri-la com ferramentas. Certos de que continha algum objeto valioso, levaram-na para a cidade de São Miguel, onde encontrariam recursos para abri-la. Puseram a caixa no lombo de um burro e iniciaram uma longa e perigosa viagem até chegarem à cidade no dia 21 de novembro. Visando garantir a posse do provável tesouro, dirigiram-se primeiramente às autoridades do lugar para lhes comunicar o achado; ao passarem diante da igreja paroquial, hoje Catedral, o burro deitou-se por terra decidida a não mais se levantar. Sem nenhum esforço conseguiram abrir a caixa que continha uma formosa imagem de Nossa Senhora com o Menino nos braços.
A origem da imagem permanece misteriosa e envolta em lenda. Nunca se pôde descobrir qual seria o destino daquela caixa, nem como chegou ao território salvadorenho.
Conta-se que no momento em que retiravam a imagem ocorria uma violenta luta entre os habitantes da região. Ao terem notícia do milagroso achado, todos depuseram as armas e imediatamente cessaram as hostilidades; também se relata que nas lutas fratricidas de 1883, o lado vitorioso, em vez de promover represálias, como se esperava, fez colocar a abençoada imagem no átrio da paróquia e, aos pés de Maria, jurou solenemente não guardar rancores e extirpar o ódio dos corações para que a paz gerasse fraternidade e reconciliação.
Por isso deram à imagem o título de Nossa Senhora da Paz, cuja festa é celebrada no dia 21 de novembro, para recordar sua chegada a São Miguel.
A imagem é de tamanho regular. Talhada em madeira e vestida de roupas brancas, tem à frente um bordado com o escudo nacional da República de Salvador. A imagem tem na mão uma palma de ouro, como lembrança da erupção do vulcão Chaparrastique, que ameaçou transformar a cidade num mar de lava ardente. Os atemorizados habitantes de São Miguel colocaram a imagem de Nossa Senhora da Paz na porta principal da Catedral e no mesmo instante a forte corrente de lava mudou de direção, afastando-se da cidade. No ponto exato onde a lava mudou seu rumo há um povoado chamado "Milagro de la Paz". Isto ocorreu no dia 21 de setembro de 1787. Neste dia todos testemunharam que a fumaça que saia do vulcão formava uma palma. Vendo nisto um sinal da proteção da Virgem, o povo resolveu colocar em sua mão uma palma de ouro, semelhante a que contemplaram no céu.
A coroação canônica da imagem ocorreu no dia 21 de novembro de 1921. O ourives que confeccionou a coroa da Virgem empregou 650 gramas de ouro e muitas pedras preciosas, entre as quais se destaca uma grande esmeralda cercada de brilhantes. O novo templo dedicado a Nossa Senhora da Paz foi concluído em 1953.

Nossa Senhora de Nazareth



Nossa Senhora de Nazaré Festa 12 de outubro

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré, a mais importante do estado do Pará, no Brasil, tem suas origens em Portugal.
"Durante séculos acreditou-se que o santuário da Senhora de Nazaré tinha sido um dos mais antigos do país, fundado na seqüência do milagre da Virgem ao cavaleiro D. Fuas Roupinho, em 1182. A narrativa que suportava esta convicção de milhares de peregrinos fornecia todos os pormenores: a imagem da Senhora tinha sido esculpida no Oriente por São José, na presença da Mãe de Cristo. Depois passou por várias vicissitudes até chegar ao Mosteiro de Cauliniana, em Mérida. Com a derrota dos cristãos em Guadalete, o rei godo D. Rodrigo refugiou-se no mosteiro. Perante o avanço islâmico, o rei e Fr. Romano, um dos monges ali residentes, decidiram partir para lugar seguro, levando consigo a pequena imagem mariana. Chegaram em 714 nas proximidades da atual Nazaré. O monarca e o monge separaram-se, tendo o primeiro permanecido no local e o segundo levado o ícone para um monte vizinho. Aí, Fr. Romano, para se abrigar, construiu um pequeno nicho entre os rochedos. Com a sua morte e a partida de D. Rodrigo para norte, a imagem ficou esquecida na pequena lapa, no atual promontório do Sítio (Nazaré).
Apenas no século XII, seria descoberta por D. Fuas Roupinho, que a venerava sempre que ali se dirigia para os prazeres da caça. Em, 8 de Setembro de 1182, um dia de névoa, o cavaleiro teria sido atraído por um veado em direção ao abismo do promontório. No momento em que o cavalo chegava ao extremo do rochedo, prestes a lançar-se no precipício, D. Fuas teria evocado a Virgem, lembrando a sua Imagem, depositada ali próximo. Imediatamente o cavalo estacou a sua marcha e, por milagre, D. Fuas salvou-se. Em sinal de agradecimento, o cavaleiro doou aquele território à Senhora de Nazaré e mandou ali edificar uma ermida. Atraídos pela fama do milagre vieram os primeiros romeiros.
No final do século XVII, a lenda da Senhora de Nazaré tinha já sido publicada em mais de uma dezena de obras, em língua portuguesa e espanhola.
No Pará a devoção à Virgem é também envolvida em lenda. Plácido, o precursor do culto teria encontrado a pequena imagem em madeira de Nossa Senhora de Nazaré às margem do Igarapé Murutucu, que corria pela atual travessa 14 de Março onde hoje ficam os fundos da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Imaginando que algum devoto da cidade de Vigia havia esquecido a imagem ali, levou-a para casa. No dia seguinte não a encontrou. Ela havia retornado ao igarapé. Nova tentativa, novo retorno da imagem ao nicho que havia escolhido. A imagem então teria sido levada para a capela do Palácio do Governo da Província, onde ficou guardada por escolta. De manhã, não havia nada na capela, a imagem havia retornado ao igarapé. Obedecendo os desejos da Virgem, à beira do igarapé foi construída uma ermida, que deu início à romaria e à devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré.
A primeira procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793, acompanhada por toda a tropa aquartelada na cidade, os cavalheiros montados em seus melhores cavalos, as damas carregadas em seges, o povo a pé em torno do carro que transportava a Santa. A imagem ia no colo do padre capelão e o próprio governador da Província, Dom Francisco de Souza Coutinho, acompanhava o cortejo trajado com uniforme de gala. Dom Francisco Coutinho, estruturou assim aquela que iria ser a maior manifestação religiosa do Pará e uma das mais impressionantes demonstrações de fé religiosa dos católicos. Com o tempo a procissão sofreu algumas modificações, como a inclusão do Carro dos Milagres, que lembrava a salvação do fidalgo português Dom Fuas Roupinho, o barco que lembrava a salvação dos náufragos do brigue São João Batista, a corda que substituiu a junta de bois que puxava o carro da Santa, e o carro dos fogos, que com muito barulho precedia o cortejo religioso. O primeiro Círio mobilizou gente de toda a redondeza de Belém. Nos duzentos anos em que o Círio de Nazaré vem sendo realizado, é a cada ano maior o movimento de romeiros. Hoje calcula-se em mais de um milhão o número de pessoas que saem às ruas para celebrar a Virgem de Nazaré.
A corda foi uma das primeiras modificações sofridas pela procissão do Círio de Nazaré. Em 1866 o carro com a Santa atolou, sendo necessária a intervenção do povo, que tirou o carro do atoleiro com uma corda. Desde 1868 a corda foi incorporada à procissão. Depois a corda passou a separar a berlinda da multidão. Este é o sacrifício maior para o fiel que acompanha o Círio: segurar a corda. Mulheres numa corda, homens em outra, todos descalços, vão se empurrando, pisando, esmagando ao longo de todo o trajeto. Ao final, cheios de calos, pisaduras e feridas nos pés, são os fiéis mais realizados, por terem cumprido o sacrifício prometido. A corda sempre foi motivo de polêmica, havendo aqueles que procuram eliminá-la da procissão, pela enormidade do sacrifício exigido. Em 1926, o arcebispo de Belém, baixou uma bula proibindo o uso da corda. Foi o Círio mais tumultuado da história, tendo sido necessária a intervenção da polícia para cumprir as ordens do arcebispo. Em 1931 foi permitido o retorno da corda. Desde então, sempre há alguém querendo eliminar a corda, sem nunca obter sucesso.
O carro dos milagres foi introduzido no ano de 1805, por pedido da Rainha de Portugal, dona Maria I, para lembrar o primeiro milagre relatado da Virgem de Nazaré, que salvou o fidalgo dom Fuas Roupinho da morte num abismo. O carro dos milagres é o depositário das ofertas feitas à Virgem pelos fiéis, em reconhecimento pelas graças alcançadas. Réplicas de casas que o romeiro conseguiu, de embarcações salvas do naufrágio, de partes do corpo humano em cera, curadas por intervenção da santa.

Oração a Nossa Senhora de Nazaré

Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor!” Mas por Deus fostes exaltada e preferida entre todas as mulheres para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a esta excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vós. Entretanto confiado na bondade e ternura do vosso coração imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade e participar da vossa caridade, afim de viver unido, pela graça, ao vosso divino Filho, Jesus, assim como vós vivestes no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, quero com imenso afeto e filial devoção saudar-vos como o Arcanjo São Gabriel: “Ave Maria, cheia de graça...”
Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós.

Nossa Senhora dos Navegantes



Nossa Senhora dos Navegantes Festa 2 de fevereiro

Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.
Primitivamente a localidade de Navegantes, assim como toda a Itajaí, era habitada por índios carijós. Em 1795, José Ferreira de Mendonça, piloto demarcador da Real Fazenda, veio, por ordem do Conde de Resende, Vice-Rei do Estado, demarcar uma sesmaria na praia de Itajaí.
Até o ano de 1912, Navegantes, um bairro de Itajaí, não tinha denominação, era conhecido apenas como "outro lado". A partir daí começou-se a discutir a necessidade de dar-lhe um nome. Diversas sugestões apareceram, até que, em 17 de dezembro de 1912, o Conselho Municipal deu-lhe o nome de Navegantes, tendo em vista o arraial ser habitado, em sua maioria, por navegadores e já ter como Padroeira Nossa Senhora dos Navegantes.
Anualmente, a 2 de fevereiro, celebra-se a festa da Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes, com uma grandiosa procissão fluvial, para a qual afluem fiéis desta e de Paróquias vizinhas.
Um Decreto da Cúria Metropolitana de Florianópolis, datado de 23 de julho de 1996, com vigência a partir de 18 de agosto de 1996, cria na igreja matriz de Nossa Senhora dos Navegantes o Santuário Arquidiocesano sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes. A solene instalação e posse do primeiro Reitor deu-se às 18 horas do dia 18 de agosto do mesmo ano, sendo presidida pelo Sr. Arcebispo Metropolitano.

Oração a Nossa Senhora dos Navegantes

Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima Filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens.
Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas não pertubem a minha embarcação e que nenhuma criatura nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso na minha viagem ou me desviem da rota traçada.
Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero.
Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer torna a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.

Oração a Nossa Senhora dos Navegantes

Senhora dos Navegantes, sois ideal e estímulo para uma vida perseverante de amor a Deus e de bondade para com o próximo. Sois a “a mais alta realização do Evangelho e o modelo perfeito do cristão”. Sois cheia de graça e bendita entre as mulheres.
Todas as gerações vos proclamam bem aventurada porque vos fizestes a serva do Senhor. Dai-nos sempre vontade decidida de melhor buscar, conhecer e seguir Cristo.
Amém.

Nossa Senhora da Natividade


Nossa Senhora da Natividade Festa 12 de julho

(Aparições de Nossa Senhora; sítio das aparições acolhido pela diocese local)
Nossa Senhora apareceu 5 vezes ao médico e advogado Dr. Fausto de Faria, em Natividade,RJ. Ela ditou 3 mensagens, das quais a mais longa é a segunda, dirigida à Igreja.
• posição da Igreja: o local das aparições de Nossa Senhora de Natividade é indicado como "sítio dos milagres" no site oficial do Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Natividade
• mensagem principal: A defesa da Maternidade Divina, o culto primordial a Deus e o culto aos Santos. O papel da Igreja na sociedade e na união dos cristãos.
• sinais e eventos: Na terceira aparição, Nossa Senhora deixou com o Dr. Fausto uma pedra, que surgiu nas mãos dele diante de várias testemunhas.
• data importante: os dias 12 de cada mês, em especial em 12 de julho, no Sítio das Aparições.

Oração a Nossa Senhora De Natividade

O mãe divina de Jesus Cristo nosso Salvador e Mãe tutelar de Sua Sua Santa Igreja, Rainha dos céus medianeira e Mãe querida de todos nós.
Vós que recebestes de Deus Pai a missão de aparecer em terras brasileiras no recanto abençoado de Natividade, para onde acorrem os peregrinos de Vossa devoção em busca de ajuda e proteção; Vós que pisastes o regato cuja água milagrosa bebemos; Vós que deixastes a misteriosa Cefas como penhor de Vossa presença permanente, Vós que ditastes sábias e sublimes exortações a Igreja a humanidade; Vós que destes Vossa maternal e privilegiada benção e que continuais a derramar Vossas prodigiosas graças.
No local de Vossas aparições ou na réplica de Vossa morada em Éfeso, de onde fostes levada ao encontro de Vosso Filho no reino de Deus, ouvi e acolhei este prece e este pedio, feitos com toda veneração, muito amor, confiança e humildade de quem Vos beija as mãos douradas e se ajoelha fervorosamente aos Vossos pés, e Vos agradece, com orações e penitências, entoando o hino de Vossa glória: Ave Maira, cheia de graça....

Nossa Senhora de Monte Serrat



Nossa Senhora de Monte Serrat Festa 8 de setembro

Infelizmente não há como se afirmar com exatidão o surgimento do título de Monte Serrat à Nossa Senhora, mas o relato mais antigo está relacionado ao ano de 546, na Catalunha, ao Sul da Espanha, quando um monge chamado Querino fundou um rudimentar mosteiro consagrado a uma virgem, na subida da montanha. Após a invasão árabe ocorrida, a imagem que todos veneravam foi escondida numa caverna, sendo encontrada dois séculos posteriores por pastores da região, tendo sido levada novamente ao mosteiro em uma procissão solene.

Afirmações antiqüíssimas narram que alguns pastores de Obesa passavam pela montanha em 880 e ouviram cânticos de celeste harmonia e foram atraídos por um mágico esplendor irradiado do meio de um rochedo. Encantados com a maravilhosa visão, aproximaram se e notaram uma imagem numa cavidade natural da rocha, na elevação da montanha, que, devido aos seus estranhos fenômenos, difundia uma certa magia. Comprovou se então que a imagem encontrada pertencera à Igreja de Barcelona, desde os tempos do Cristianismo, e que havia sido colocada naquele lugar pelos Godos, em 711, durante a invasão moura, para livrá-la da profanação dos infiéis.
Tal notícia espalhou-se rapidamente e os habitantes das redondezas acorreram ao local e tentaram transportar a imagem para um ponto mais elevado da montanha. Porém, notaram que não havia condições de movê-la, mesmo com o emprego da força, levando-os a acreditar que estavam diante de algo sobrenatural. Assim, a imagem da Virgem permaneceu no plateau da montanha.

No século IX, a peregrinação tornou-se numerosa naquele trecho da mística montanha.
Até os reis católicos de Aragão, de Castella e de Navarra subiram a montanha e, com o donativo da nobreza, foi erguido o majestoso edifício do Mosteiro do Monte Serrat.
A fama do mosteiro do Monte Serrat levou o Papa Benedicto XV a visitá-lo pessoalmente, erigindo-o em Abadia e conferindo-lhe grandes prerrogativas. Também o Papa Leão XIII declarou, canonicamente, a Virgem de Monte Serrat, Padroeira de Catalunha.
De fato, a imagem venerada no altar-mor da Basílica monte Serratina, na Espanha, é de madeira escura, conforme registram os cronistas espanhóis: "La cana y manos, asi de la Madre como del Hijo, son de color moreno, ó más bien, negro", motivo pelo qual é chamada carinhosamente de La Moreneta pelo povo da Catalunha e cuja entronização ocorreu em 1947. Não só a imagem como a cadeira são de madeira, enquanto o manto é de ouro, sua túnica interior dourada e o véu, policromado, ostentando ainda um tocado que lhe cinge a áurea coroa. Quanto ao Menino Jesus em seu regaço, também foi esculpido em madeira escura.
A fascinante montanha onde foi encontrada a imagem da Virgem tem um aspecto místico devido a um fenômeno cataclísmico provocado pelas águas fantasmagóricas, pois suas serranias desafiam os céus com seus enormes picos aguçados, semelhantes ao perfil de uma gigantesca serra. Segundo descreve ainda Fontdevilla: "O tradicional mosteiro se eleva entre as gigantescas rochas, que a rodeiam como fadas protetoras", e que, "em seus ríspidos picos está o trono da virgem morena, a Padroeira da Catalunha", acentuando ainda que "Montserrat é para os catalães, em geral, a montanha mágica".

Oração à Nossa Senhora do Monte Serrat

Ó clementíssima Virgem Maria, minha soberana e Mãe, augusta Senhora do Monte Serrat, venho lançar-me no seio da vossa misericórdia e ponho, desde agora e para sempre, a minha alma e o meu corpo debaixo da vossa salva-guarda e da vossa bendita proteção.
Confio-vos e entrego nas vossas mãos todas as minhas penas e misérias, bem como o curso e o fim da minha vida, para que, por vossa intercessão e vossos merecimentos, todas as minhas ações se dirijam e se disponham segundo a vontade de vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e que minha alma depois desta vida possa alcançar a salvação eterna.

Ó Mãe, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós.
Nossa Senhora do Monte Serrat, rogai por nós.
Amém.